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A alma de poeta

A alma de poeta

Fantasia

O troante ecoar das falas que não são,
quando, realidade macera promessas,
sempre ecoando, como dizer que não?
o carro da ilusão espalhou suas peças,
e não fazem sentido, assim, dispersas,
qual trigo perdido, que não virou pão;

impotência manda deixar como está,
embora, desejando se cambiar, cada,
uma terra endurecida resistindo à pá,
quiçá ela enrijeceu pela busca errada,
a pureza na consciência, não dá nada,
além da paz que a consciência boa, dá;

pois, a vida não fecha como as exatas,
concorre o imponderável nesse jogo;
e saem cada monstros de suas matas,
ao soarem uns berrantes demagogos;
ousamos insanos, a pôr a mão no fogo,
e por fim, colocamos as quatro patas…

contornada a curva logo surge a reta,
u’a serra bravia e supomos via mansa;
ateísmo besta que duvida até da seta,
foge do real pra fantasia, alma criança
insanidade assumida d’alma de poeta,
bebe os desenganos, e mija esperança…

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