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A dupla cidadania é simples

A dupla cidadania é simples

Primeiro Deus, depois, César

“Admoesto-te, que se façam deprecações, orações, intercessões, ações de graças, por todos os homens, pelos reis, por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta, sossegada…” I Tim 2;1 e 2 

Uns, preferem não se envolver, não discutem política, apenas oram pelas autoridades; outros se engajam totalmente; quem está certo? O Salvador ensinou a dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. 

A Bíblia foi escrita em tempos Monárquicos, “Orai… pelos reis…” Jeremias, dissera, quando o povo foi em cativeiro, orem pelo rei.   

Na paz de Babilônia, teriam paz. Não lutem contra, aceitem, trabalhem, é Vontade de Deus. Cumprido o tempo, Daniel orou pelo retorno foi ouvido. 

No absolutismo, seria insano pleitear qualquer mudança; levantar-se contra um rei seria morte certa. 

“Teme ao Senhor, filho meu, ao rei, não te ponhas com os que buscam mudanças, porque de repente se levantará sua destruição…” Prov 24;21 e 22 

A democracia, aperfeiçoada nas reflexões de Montesquieu, passou a ser o sistema político dominante.  

Três poderes interligados na República, porém, autônomos, independentes, condição indispensável para que funcione. 

Nossa cidadania celeste não tolhe labores direitos e deveres, terrenos. 

A igreja, não deve ser rebaixada do Reino de Deus, para se ocupar das coisas terrenas. Nossa participação política é inevitável, todavia. Cada vez que reclamamos do custo da gasolina, energia, inflação etc. fazemos uma crítica política. 

Quem acha que basta orar, fugindo das coisas práticas, não deveria trabalhar pelo pão também, basta orar. A política na República lida como nosso trabalho, nosso dinheiro, nossas vidas; os governantes eleitos são nossos empregados. 

A Constituição possui meios para depor quem descumpriu a Lei que jurou defender. 

Sobre autoridades corruptas, que malversam o dinheiro alheio, oro por justiça, para que recebam merecida punição. 

Separar-se do mundo quer dizer de valores contrários, sobretudo, quando esses “valores” estão nos falsos cristãos. “Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas, aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, avarento, idólatra, maldizente, beberrão ou roubador; com o tal, nem ainda comais. 

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