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Ainda falta uma coisa

Ainda falta uma coisa

O necessário altruísmo

“… Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde minha mocidade; que me falta ainda? … Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres; terás um tesouro no céu; vem, e segue-me.” Mat 19;18 a 21  

Um que foi a Jesus para justificar-se, não, ser justificado. “O que me falta ainda?” Faltava ser perfeito, um tesouro no Céu.  

A justiça própria tem sido a maior barreira à salvação de muitos. Aquele que se presume bom, jamais identificará a necessidade, da Bondade de Cristo. Tendemos a ser severos quando julgamos outrem, e indulgentes quando avaliamos a nós mesmos.  

Um milionário cercado de miseráveis; estranha forma de amar o próximo. Encastelara-se no conforto do próprio egoísmo, desconsiderando necessidades alheias.  

O Salvador tocou nessa ferida quando o desafiou a ser perfeito. Nada a ver com política. Era preceito de amor cristão, não, pregação do comunismo que expropria à força; o amor deve ser voluntário. 

O Senhor não tencionava que ele desse tudo aos pobres, estritamente; Zaqueu quando se arrependeu fez bem menos, e foi aprovado pelo Salvador. O que Jesus quis foi iluminar ao sujeito para que visse sua pretensão, seu engano. 

“Vem, e segue-me”. Se, o amor ao próximo só é possível expressar mediante obras, o amor a Deus demanda segui-lo, obedecê-lo.  

O Salvador disse que, de “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, dependem a Lei e Os Profetas.  

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais, Deus preparou para que andássemos nelas.” Ef 2;8 a 10  

Amor cristão não deve ser cantado em prosa e verso; antes, identificado naquele que é assistido por ele. Ainda que façamos obras excelentes, essas, não devem ser ostentadas. Eventuais socorros, não nos dão “crédito para pecar”, devemos seguir a Cristo. 

A riqueza de facilidades ensejada pela tecnologia pode nos trair e esconder que, como para aquele do princípio, ainda nos falta uma coisa; descer do pedestal fácil do faz-de-contas, e expressar amor no teatro árduo e carente, da realidade.  

Na abundância usamos devanear com o prazer; na extrema carência, o mero meio de sobreviver nos basta. O risco é que nossas imensas riquezas sejam disfarces de nossa miséria espiritual, como daquele. Ainda nos falta uma coisa. 

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