As percepções adoecidas
Insatisfações sem motivos
“Ah! quem me dera ser como fui nos meses do passado, como nos dias em que Deus me guardava;” Jó 29;2
Talvez, um dos primeiros, “eu era feliz e não sabia” já ditos. Jó no auge da dor, saudoso dos dias de calmaria e sossego; segundo ele, quando Deus o guardava.
Naquele caso, dada a intensidade das provações que sofreu, plenamente justificável seu lamento.
Nos nossos, muitas vezes as coisas são enfermiças.
Tendemos a menosprezar o que temos, mesmo que tenhamos o bastante, para bem viver, e superdimensionar o que pensamos que nos falta.
Se O Eterno permitir que uma fatalidade nos toque, levando alguns “anéis”, mesmo ficando os “dedos” lamentaremos: “Eu era feliz e não sabia”.
Nem se trata de felicidade, estritamente; mas de dizer: agora que estou muito pior, percebo que, estava bem e era descontente.
O perigo de darmos vastas asas aos devaneios doentios, é fabricarmos dores, que um viver sóbrio evitaria. “Grande fonte de lucro a piedade com o contentamento. Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes.” I Tim 6;6 a 8
Somos peregrinos aqui; bagagens muito grandes atrapalham a caminhada.
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