Ateísmo; a luta inglória
A obtusa negação das evidências
“Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem.” Sal 14;1
Interessante o desprezo Divino ao ateu. Coloca-o na inglória prateleira de néscio, tolo e prossegue.
A alternativa à Sua existência endeusaria ao acaso. Não se trata de dificuldade de entender o que foi revelado, tanto pelo livro da criação, quanto, pela Palavra. A dificuldade do ser humano ímpio é aceitar o que, a existência de Deus significa.
Precisamente por entender que significa o fim da sua autonomia, que, o homem acostumado com o ego no trono prefere bancar o desentendido a ser deposto. “O julgamento é este: A luz veio ao mundo, os homens amaram antes as trevas que a luz, porque suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas.” Jo 3;19 e 20
Os que negaram no princípio, não apenas negaram a existência do Santo; antes o substituíram por alternativas pífias. “Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, aves, quadrúpedes e répteis.” Rom 1;22 e 23
Portanto, preterir à fé como um salto no escuro e preferir o ateísmo que seria científico é uma falácia sem noção.
Primeiro negaram à fé em Deus colocando coisas ridículas no lugar; quando Darwin pareceu fazer melhor uso dos animais, com sua famigerada teoria da evolução das espécies, os ateus, finalmente, encontraram seu Céu.
Não porque ela fosse verossímil, tivesse alguma evidência. Apenas, porque permitia aos eles negar a Deus parecendo científicos, e não bárbaros, como os que cultuam elefantes, macacos, serpentes, e até, genitália masculina, como deuses.
Cavaram mais de um século em busca do “elo perdido” como se tudo o mais tivesse sido cientificamente demonstrado, faltando apenas o liame entre os primatas.
Outro dia vimos um triste incidente, onde um jovem aparentemente com problemas mentais entrou na jaula dos leões, e foi morto.
Os gestores do local disseram que não irão sacrificar ao animal, que por ser irracional, apenas defendeu seu território contra invasores. Não se ouviu nenhuma voz de protesto exigindo que a leoa fosse morta. Todos entenderam da mesma maneira.
Se fosse um homem que matasse outro homem a sangue frio, o caso seria o mesmo? Claro que não! Haveria brados por justiça contra o assassino; diatribes contra a impunidade caso não fosse punido o culpado. Por quê?
Porque todos sabem a diferença abissal entre um ser humano e um animal. Qual osso precisa ser encontrado, para mostrar o elo onde se deu o salto, do instintivo ao racional? A fé em Deus, pois, ou a sua negação, não é uma questão de ciência, é uma questão moral; envolve vontade, mais que intelecto.
“Pois os Seus atributos invisíveis, Seu Eterno Poder e Divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e seu coração insensato se obscureceu.” Rom 1;20 e 21
Deus não precisa que creiamos; nada ganharia com isso; mas deseja porque ama a todos. Aquele que descrê, a rigor faz mal a si mesmo. Aqueles que, não apenas duvidam, mas ainda militam contra.
A Palavra de Deus traça um horizonte do qual, jamais irão além; “Porque nada podemos contra a verdade, porém, a favor da verdade.” II Cor 13;8
“Se Deus quer mesmo que creiamos Nele, por que não se mostra de modo visível” questionam alguns, aparentemente sinceros. Ora, Cristo veio visível, palpável, audível, adorável; mas, o único aspecto que lhes interessou, então, foi que se apresentou como mortal, portanto, matável.
Não foi rejeitado porque fosse sedicioso, Sua Doutrina inverossímil, seus milagres, falsos. Foi rejeitado pela autenticidade e verdade; quando da ressurreição de Lázaro, lemos: “Alguns deles foram ter com os fariseus e disseram-lhes o que Jesus tinha feito. Então os principais sacerdotes e os fariseus reuniram o sinédrio e diziam: Que faremos? porquanto este homem vem operando muitos sinais.” Jo 11;46 e 47
Seu lugar lhes parecia ameaçado, se dessem crédito ao Senhor. O mesmo problema dos ateus. Melhor lhes parece matarem a Deus, que desceram de suas arrogantes cátedras, admitindo humildemente que sempre estiveram errados.
A balela dos múltiplos deuses e múltiplas religiões não é um argumento válido; ao menos, não para pessoas inteligentes. Dizem com acerto que a necessidade é mãe das invenções. Pois, o quê ensejaria que alguém criasse um deus falso, senão, o palpitar no íntimo, certo vazio, pela ausência do verdadeiro?
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