Castelo de areia
As miragens
Assim, quando palavras nos fogem,
levando com elas, ideias, à tiracolo;
a inspiração quando fica à margem,
nos falta madeira, sobra serragem,
e as sementes morrem arde o solo.;
no cantil das poesias, a última gota,
então, começa, das miragens a fase;
quem mandou fazer no Saara a rota,
sabendo, na areia quente não brota,
salvam-se umas palmeiras no oásis;
dizem, é areia, mas, eu vejo um lago,
andando sempre rumo ao horizonte;
deve ser uma água com pernas, logo,
ou, será a sede plasmando seu logro,
até que pise, casual, nalguma fonte?
“Pequeno Príncipe” nasceu aí um dia,
tanta beleza verteu da paisagem feia;
deve ser inusitada, a verve da poesia,
pois, se faltam flores, lhe sobra magia,
e consegue fazer seu castelo de areia…
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