Cretinas escolhas
O prazer de contrariar
“Um dentre eles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, glutões preguiçosos.” Tt 1;12
Como Epimênides, o profeta citado também era de Creta, alguém criou o chamado “paradoxo de Epimênides”:
“Se Epimênides mente, ele fala a verdade; porém, se fala a verdade, ele mente.”
Esse tipo de “dificuldades” faz o deleite dos caçadores de palavras.
Pois, se formos levar a coisa no estrito rigor literal, soará paradoxal mesmo.
Uma contradição verbal, nem sempre o é, na real.
Se deplorou a postura dos ilhéus d’onde nascera, necessária a conclusão que os desaprovava.
Isso, de modo a expô-los publicamente; necessário concluirmos que os cretenses são assim, exceto, aquele que os desaprova.
O “paradoxo” é desfeito com a mínima boa vontade.
Quem quer desacreditar à Palavra de Deus faz o mesmo. Caça palavras, supostas contradições, que, se melhor verificadas não são e sai, bradando “urbe et orbe” a “ingenuidade” de quem crê.
As coisas preciosas não brotam na superfície; assim a sabedoria espiritual.
“Se clamares por discernimento, por entendimento alçares tua voz; se o buscares como a prata, o procurares como a tesouros escondidos; então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus.” Prov 2;3 a 5
Não sem motivo, chegou aos nossos dias a expressão; “cretino”, aludindo ao modo de ser daqueles, de Creta.
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