Cristãos; cegos e dogmáticos
Somos proibidos de pensar?
“Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela Sua sabedoria não O conheceu, aprouve a Ele salvar pela loucura da pregação os que creem.” I Cor 1;21
Deus quis ser conhecido pelo método mais elegante; a sabedoria. Porém, ela foi ignorada em favor de coisas bem toscas. “mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, aves, quadrúpedes e répteis.” Rom 1;23
Não que tivessem sido privados dos meios, recusaram-nos; Paulo prossegue:
“Pois Seus atributos invisíveis, Seu eterno Poder e Divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, então, eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram; seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos.” Rom 1;20 a 22
Então, O Criador deixou a elegância, e partiu para um método mais tosco. “A loucura da pregação.
Se, os “sábios” se mostraram avessos à Sabedoria de Deus, muito mais, à “loucura.” Como disse Paulo. “… a loucura de Deus é mais sábia que os homens…” I Cor 1;25
Os caminhos da fé estão longe de ser meros conjuntos de dogmas, aos quais se deve obediência cega, sendo proibido questionar. Nada poderia ser mais caricato e mentiroso.
O que é o livre arbítrio, que Jesus restaura nos que creem Nele? Ora quem possui escolha não é refém de um dogmatismo cego; antes, é responsável pelas opções que faz; é ensinado sobre as consequências; jamais, tolhido em seu direito de escolher.
Deus não apenas permite o pensamento crítico como encoraja-o. Jesus convida eventual cético a pôr em teste sua Doutrina. “Respondeu-lhes Jesus: Minha Doutrina não é minha, mas Daquele que Me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é Dele, ou se falo por Mim mesmo.” Jo 7;16 e 17 Se alguém quiser; nada pode ser mais livre que isso.
Extremamente dogmático é o ateísmo. Criou a teoria de evolução sem nenhuma evidência; sustentou-a por décadas com o mesmo lapso; agora está morrendo, ainda privada, do que jamais teve.
Alguns ateus preferem se declarar agnósticos, embora precisem reconhecer algumas coisas.
A complexidade irredutível, beleza e funcionalidade do design inteligente, rompeu as defesas de muitos que admitem, que o universo requer uma mente criativa planejando-o.
Todavia, recusam que essa “Mente Inteligente” seja Deus. Apesar de se dizerem homens de ciência, que se ocupa das evidências, eles preferem negar o que as evidências gritam, pelo pavor de admitir a existência do Criador. Mas, dogmáticos somos nós.
O que é o discipulado, que as igrejas mais organizadas exercem, senão, o ensino das Escrituras, possibilitado ao discípulo, fazer as perguntas, tirar suas dúvidas?
Mais que encorajar o conhecimento, A Palavra de Deus, apresenta a atitude relapsa quanto a ele, como letal; “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento…”
Quando deu Suas diretrizes ao povo, nos dias de Moisés, assegurou que isso lhes faria culturalmente superiores às nações vizinhas; “Guardai-os e observai-os, porque isso é vossa sabedoria e vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes estatutos e dirão: Esta grande nação é deveras povo sábio e entendido.” Deut 4;6
Há os que dizem que a árvore do conhecimento do bem e do mal foi vetada, foi porque Deus não queria que o homem pensasse. Será? A desobediência não trouxe uma sabedoria maior à humanidade. Antes, trouxe vergonha e morte.
Antes da queda Adão era um gigante intelectual; deu nome a todos os animais que existem. O fato novo pela desobediência foi a autonomia e ruptura com O Criador. Quando Deus disse a Adão, “do suor do teu rosto comerás o teu pão”, não estava amaldiçoando-o com o trabalho, como sugerem alguns. Trabalho é uma bênção.
O que O Eterno dizia, era: “Como decidistes pela independência, não sou mais responsável pela tua alimentação; mete o peito n’água!” Teu pão terá custo, doravante.
Quanto ao teor do conhecimento, nada nos foi vetado. “Examinai tudo; retende o bem.” I Tess 5;21 Daniel, e os seus amigos quando testados, depois da faculdade Babilônica, não foram achados experts apenas nas leis de Deus; antes, “Em toda matéria de sabedoria e discernimento, a respeito da qual lhes perguntou o rei, este os achou dez vezes mais doutos que todos os magos e encantadores que havia em seu reino.” Dn 1;20
Enfim, os estudiosos da Palavra de Deus, quando encontram algum texto que lhes parece difícil, pesquisam, analisam o contexto, tradução, objetivo… os que duvidam saem procurando porções que não entendem, para vendê-las como “contradições” “provas que Deus não existe.” Mas, reitero, dogmáticos, avessos ao pensamento crítico somos nós.
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