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Desejo de vida

Desejo de vida

Momentos loucos

Foi bem assim, querendo ventura ter,
busquei por ti disfarçando meu fraco;
co’essas coisas de um casual parecer,
braço que se dá a pegar, não a torcer,
onde furtei a vista de você, um naco;

essas nuances sóbrias, de cara cheia,
é vida servindo o que tem para beber;
ela com a bola toda, eu, bola de meia,
coiote insano uivando para lua cheia,
desejando a morte dessa dor de viver;

esses momentos loucos, outros, sãos,
contrapontos anímicos peso e leveza;
onde anelos sucumbem ante os nãos,
morta saudade com as próprias mãos,
quem não o faria, em legítima defesa;

era ela, ou eu, qualquer juiz inocenta,
qual a culpa por esse desejo de vida?
Natural ebulição se a água esquenta,
na falta d’um colo a gente reinventa,
e finge ter ganho, certa bola perdida…

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