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Em nome da honra

Em nome da honra

A sina de Atlas

Às vezes, a leveza infantil, que falta, 

acusa na face d’alma com espinhas; 

de tantas pelejas na arena mais alta 

do nada, uma reminiscência assalta 

os doces licores em maduras vinhas; 

quem nunca desejou, de Atlas, a sina 

arfando trôpego, co’mundo nas costas; 

pesam, a Europa, a África, até a China 

mal de vasta lonjura, presto, aproxima 

pesará mais, executadas as propostas; 

alma decide largar tudo e jogar peteca 

pois, tal cabo-de-guerra, é liça perdida; 

se exercitar em amenidades, a moleca 

se, feno é lei, quem tem neurônio peca 

resta honra pra lutar, batalha é perdida 

quem vê longe enxerga mais parasitas 

e a alma criança queria ver, bem perto; 

plantar flores, frutos, só coisas bonitas 

e esquecer das circunstantes desditas, 

mas, areia teima em lembrar o deserto… 

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