Homens de dores
Essa pressa de cortar o queijo, fresco
sonegando necessário tempo de cura;
o afã doentio precisa ter um cabresto
encaixar as coisas no devido contexto
anelar a fruta é natural, mas, madura;
a têmpera da vida tem fibras de tempo
que enrijece às almas, com a disciplina;
quando velas se ajeitam contra o vento
sigamos a navegar, passará o momento
pressão pesa muito, contudo, ela ensina;
cicatrizes insistem, em ser testemunhas
d’onde são os valentes adestrados à luta;
certas liças perdidas então, serão ganhas
e feitos doloridos, se vestirão de façanhas
pois, neles que se lapida, a alma impoluta;
homens de dores exibem nobres engastes
onde brilham pedras polidas, das virtudes;
plenamente entendidas as dores, os testes
o Eterno labora para nos dar nobres vestes
que com o tempo, e fios escuros Ele as urde…
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