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Mercenários

Mercenários

A máquina de reciclar homens ainda mói
pouco; produção caiu é baixa a demanda;
volume virou qualidade, essa inversão dói,
apenas ao Nome, tomam do Eterno Herói
cega canção de metais faz girar a ciranda;

Mamon aprendeu co’o Fantasma da Ópera
a cara feia faz figura melhor, sob um pano;
então escolhe nobre panos, pra sua úlcera
ao vinho santo mescla, o veneno de víbora
e segue a cantilena, ao populacho, insano;

como ver isso tudo sem muito se lastimar?
almas carecendo sumo, ornadas ao verniz;
quanto mais falso o berrante mais se dá ar
do sal têm medo, pois, tem mania de salgar
preferem açúcar; amaciante da dura cerviz…

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