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No Divino hospital

No Divino hospital

A anestesia da tristeza

“Melhor é a mágoa que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.” Ecl 7;3 

Que a tristeza tem melhores resultados atinentes ao aperfeiçoamento das almas, parece pacífico. Após uma grande decepção, uma intensa dor, as pessoas se tornam melhores em discernimento, têmpera.  

Os gregos acreditavam que uma grande dor, que levasse alguém a chorar, curaria sua alma; ela seria limpa de superficialidades, egoísmos, melindres vários. 

Antes de investir em comédias, encenavam dolorosas tragédias, cujo ápice, costumava levar a plateia ao choro. 

Invariavelmente, nosso choro deriva do encontro com o inesperado. Uma perda. Seja de saúde, um ente querido, confiança em quem traiu, um amor… 

Como os sentimentos não têm nexo necessário com a sabedoria, muitas vezes, enganados por eles, queremos com toda a força, coisas nocivas. 

Quando, para nossa tristeza, um desses enganos nos é arrancado, admitindo ou não, estamos sendo livres de nós mesmos. Ao custo de uma tristeza, nosso coração está sendo tratado. 

“Enganoso é o coração, mais que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, O Senhor, esquadrinho o coração e provo as entranhas; isto para dar a cada um segundo seus caminhos, segundo o fruto das suas ações.” Jr 17:9 e10 

As tristezas segundo Deus, são convalescenças necessárias de quem está sendo curado. 

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