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O novo dia

O novo dia

desconhecido

O novo dia chegando, livre, impávido,
chama para arena o lutador intrépido;
pra agir melhor que o ontem, insípido,
desterrando seu mau humor inóspito,
o qual fez o viver, ficar mais estúpido;

o dia sem uso é inócuo, branca página,
escolher requer mais que apoio, égide,
nem sempre fazemos a escolha hígida,
ou sequer nos rendemos à mais lógica,
pode virar opaca sina que seria fúlgida;

porém, esperança acena, a sua mágica,
prometendo findar a sina hemiplégica;
igual a Édipo, ante a charada esfíngica,
nos desafia pra um exercício de lógica,
a, moldar ferros, como em siderúrgica;

enfim, nós somos forjados pelo hábito,
e inda deixamos com destino, o débito,
porém o agente sou eu, e isso é límpido,
e a omissão é como ensejar certo óbito,
sonegando os passos, a jazer de cúbito;

poderá a sina fazer, um câmbio, rápido,
mudar a sorte adormecida meio lépido,
não há sinais, o seu cenho segue ríspido,
talvez, jogue, com seu trunfo agnóstico,
pelo prazer sádico de cambiar de súbito…

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