O preço de ver melhor
As dores ainda ocultas
“… o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.” Ecl 1;18
Não é o conhecimento uma coisa boa? Por que então, crescendo nele, aumenta em tristeza?
São frutos de baraços diferentes. O conhecimento é do intelecto; a tristeza, da emoção. Enquanto o primeiro amplia-nos a luz, a capacidade de ver, a segunda deriva da nossa reação ao que vemos.
Enquanto a probidade não tem nenhum pejo, nenhuma razão para se esconder, a impiedade precisa se ocultar, pelo constrangimento necessário, quando ela aparece.
“Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, não vem para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que suas obras são feitas em Deus.” Jo 3;20 e 21
Se a probidade não tem motivos para se esconder, eventual progressão nossa no conhecimento, fatalmente desnudará as coisas diferentes dela. Desse modo, acaba inevitável que, quanto mais longe vemos, mais nos entristecemos, acessando dissabores ignorados.
Nem sempre, alhures; as vezes dentro de nós. Felizes os que vendo melhor, agem melhor. “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” Jo 13;17
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