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O príncipe

O príncipe

Avesso Evangelho

Eis o príncipe vertido em batráquio
depois do avesso beijo antiestético;
como ressurgirá um fulgor anímico,
dado, o rude quadro monocrômico,
que tremula sob teto sisudo, úmido;

pouco importa ser o fim da semana,
até a segunda pode ser mais amena;
lá, o labor vai distrair a doída retina,
dum Shrek ora, privado da sua Fiona,
calor da solitude, improdutiva sauna;

melhor o broto que esse velho galho
numa rude sorte, avesso Evangelho,
que reconciliaria uma deusa e o filho,
por ora, o dissenso retratado no olho,
bloqueado o brilho, inóspito entulho;

pra esse módico fogo bastava a lasca,
dizem que, lua faz produtiva à pesca;
não basta, lógico precisa colocar isca,
minhoca verme qualquer uma mosca,
e feito isso a própria presa nos busca;

mas, se a presa é detida, no anteparo,
então seja; dói muito pra ser sincero,
todavia, se O Eterno ordena o retiro;
o prudente, o faz, preserva o decoro,
sem duvidar, de quem sabe do futuro…

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