O Único Senhor
Deus visível
“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor.” Deut 6;4
A ideia de Deus é universal; permeia a todas as culturas. Porém qual Deus, como se manifesta, aí passa por muitas variações.
Cada povo tinha seu deus; uma expressão dessa ideia universal, onde os lapsos da ignorância eram supridos por simulacros, conforme a esperteza de algum “sacerdote”.
O Deus de Israel ser O Único, veraz, era-lhes, um privilégio extraordinário; também, uma grande responsabilidade. A figura que fizessem ante os demais povos seria a Imagem de Deus que eles “pintariam”.
“Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor nosso Deus todas as vezes que o invocamos? E que grande nação há que tenha estatutos e preceitos tão justos como toda esta Lei que hoje ponho perante vós?” Deut 4;7 e 8
Quando Deus chamara a Abraão, expusera Seu propósito universal; “Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei teu nome; tu, sê uma bênção. Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; em ti serão benditas todas as famílias da terra.” Gn 12;2 e 3
O privilégio de terem sido escolhidos pelo Único Deus, Verdadeiro, trazia embutido a responsabilidade de O fazerem conhecido aos demais povos. “Agora, pois, se atentamente ouvirdes a Minha Voz e guardardes o Meu pacto, então sereis Minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque Minha é toda a terra; e vós sereis para Mim reino sacerdotal e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.” Ex 19;5 e 6
Assim, concomitante ao “direito” de serem abençoados, pelo Deus Vivo, concorria o dever de serem santos, pelo temor devido ao Seu Nome.
Não porque foi Israel; poderia ter sido outro povo e caído nos mesmos erros; a história mostra que as coisas não aconteceram conforme o projeto. A ditosa escolha foi vista mais pelo privilégio, que, pelo do dever.
Invés de refletir O Eterno às demais nações, segundo Ele É, Santo, Sublime, Poderoso, (não obstantes alguns homens notáveis entre eles) na média, Israel falhou nisso.
Infelizmente, “O Senhor nosso Deus…” para a maioria soava mais como “nosso”, que como Deus. O egoísmo é uma doença da humanidade em toda parte. Cada um se ocupar meramente de si, e os outros que se danem, já foi cantado em prosa e verso, por aqui, como sendo absolutamente normal.
Pois, a descendência de Abraão também tropeçou nessa pedra. O Eterno figurou, mediante Isaías, Sua decepção com o povo eleito, comparando-o a uma planta degenerada; uma “videira fake”; “Que mais se podia fazer à Minha vinha, que Eu lhe não tenha feito? e por que, esperando que desse uvas, veio a produzir uvas bravas? Pois, a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, os homens de Judá são a planta das Suas delícias; esperou que exercessem juízo, mas eis aqui derramamento de sangue; justiça, e eis aqui clamor.” Is 5;4 e 7
O Salvador falou a Israel, nos Seus dias, entrando precisamente nesse lapso; onde, a degeneração egoísta tolhera os frutos de justiça, e o necessário altruísmo, anelados, pelo Divino “agricultor”, Cristo ocupava esse espaço para resultados melhores.
“Eu Sou a videira verdadeira, e meu Pai É O Viticultor. Toda vara em Mim que não dá fruto, Ele a corta; toda vara que dá fruto, a limpa, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu Sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer.” Jo 15;1 a 5
Infelizmente, o mesmo erro de Israel, de tentar verter a relação com O Santo num utilitarismo egoísta, muitos “cristãos” também cometem. Quando dizem: “O Senhor É O meu Pastor…” A ênfase recai sobre o “meu”, invés do “Senhor.”
“Portanto, és inescusável, ó homem, qualquer que sejas, quando julgas, porque condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois, tu que julgas, praticas o mesmo.” Rom 2;1
Se, O Deus de Israel É O Único Senhor, Jesus Cristo O tornou visível. Veio, “Sendo Ele o resplendor da Sua Glória e a expressa imagem do Seu Ser…” Heb 1;3
Resta uma questão: “Se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, toda transgressão e desobediência recebeu justa retribuição, como escaparemos nós, se descuidarmos de tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi depois, confirmada pelos que ouviram?”
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