Pandemia moral
À doença, voluntários
La vai o homo instintos para reta final
ilusão sapiens, levando ao penhasco;
a testar asas fakes, num voo abissal,
o sucesso é seguro, a presunção é tal
que busca regaço do próprio carrasco;
pós-verdade inflada, vende seu peixe
travesseiro ao sonolento é uma, isca;
a luz força por frestas, quiçá um feixe,
alguma inadvertência, vazar se deixe,
logrando reacender sanidade da vista;
máscaras de Noel tomam as vitrines
rubras cores de escuras esperanças;
a disfarçar a nudez pintando biquínis
tal esperteza, mereceria o Guinness,
desfaçatez adulta a posar de criança;
dói ver tais armadilhas, tão absurdas
a lentidão lassa, ante riscos urgentes;
furam a fila na distribuição das cordas
é inútil o som antes as víboras surdas,
mas, pior é ovelhas d’ouvidos doentes…
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