Quem sabe que não sabe
O eterno aprendiz
“Melhor é a criança pobre e sábia que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar. Porque um sai do cárcere para reinar; enquanto outro, que nasceu em seu reino, torna-se pobre.” Ecl 4:13,14
Platão dizia que o filósofo é um meio-termo entre o sábio e o ignorante. Esse, não filosofa porque não pode; aquele, porque não precisa.
Assim, reconhecendo a limitação do nosso conhecimento, e por consequência, a necessidade de aprender, devemos estar sempre atentos ao alheio saber, e dispostos a ouvir eventuais admoestações.
Como visto acima, o que endurece ante a alheia luz, porque já “sabe tudo”, ruma para a pobreza; começa a crescer como cauda de cavalo, para baixo.
Cada um é “rei” em seu planetinha particular, como ilustrado em “O Pequeno Príncipe.” Assim, o conselho se aplica a todos, não, aos monarcas estritamente.
O que “sai do cárcere para reinar”, desprende-se das amarras da ignorância; por amar ao conhecimento, busca-o. Por essa ditosa escolha, seu “reino” tem grandes chances de se tornar luminoso.
Nesses tempos sombrios, onde interação conta mais que conteúdo, e discordâncias se resolve com cancelamentos, a chance de a luz crescer é pífia, infelizmente. Nas coisas espirituais, sobretudo. “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento…” Os 4:6
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