Resiliência do amor
A espera resignada
Valente resiliência do amor amassado,
que sai de sob o peso, inteiro, se refaz;
rigidez macia, da alma do conquistado,
que se recusa aceitar, a recusa do Fado,
esperança se cansa, mas, nunca, assaz;
sabe do amor todo aquele que o acoite,
a certeza adulta, numa entrega criança;
mesmo lancinado, pelo cortante açoite,
desespero dura, quanto dura, u’a noite,
na aurora, como sol, renasce, esperança;
amor é o bem maior, té quando faz mal,
sem jeito, muito mal feito, seu mal, faz;
a, espera que enseja, acaba, medicinal
faculta ver a esse horizonte belo, ideal,
e nichos da depressão, devagar, desfaz;
amo meu amor mesmo, ora, tão longe,
o que espero, não espero, finjo que sei;
esposa um quê sábio, quem assim finge,
se habilita na abstinência de um monge,
ao devir faustoso, vistosa pompa de rei…
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