Roleta russa
Os porcos e a lama
O som enseja exibir as carnes,
umas, tenras, e outras, cernes;
e tal exibição antecipa cornos,
por enquanto, ainda internos;
gente é plateia, e as ruas circo,
dissolução ignora, aos marcos,
a lama foi feita para os porcos,
como lagos são para os barcos;
bebida justifica aos atos falhos,
que senão, precisariam relhos;
hipocrisia segue a educar filhos,
trocando caminhos por atalhos;
siso é arrostado, dedo em riste,
o seu pleito vale qual um traste;
estio faz com que a alma creste,
e o bom valor se recolhe triste;
jogam alheios, sua roleta russa,
acham que o risco enseja graça;
insistem, nem que a vaca tussa,
não mudam, e a caravana passa…
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