Sutilezas
disfarce do suíno
Por detrás das palavras, há um motivo,
o qual, se exposto rasgaria suas vestes;
convivem, ciscos e grãos sobre o crivo,
a morte se faz de morta diante do vivo,
sorri ao vê-lo reprovado em seus testes;
por detrás da ira que crepita há doçura,
só meio camuflada, quando tal inflama;
e uma vez achada a válvula que procura,
reanima-se sob a brisa suave da ternura,
além de calor, certo aconchego a chama;
por detrás da benevolência, há interesse,
qual um gato que disfarça as suas garras;
se fazendo muito dócil, como se devesse,
trazer apenas a maciez, acalanto, e esse,
fosse sua garantia, o seu fiador, seu arras;
por detrás do “democrata” o reles, suíno,
que fuçando na lama busca o seu farnel;
caso fosse pintado seu retrato, genuíno,
não posaria de melancia o parco pepino,
e nem seu veneno seria rotulado de mel;
verdade tem excêntrico o seu modelito,
nunca aquilata manjar olhando à louça;
os feitos já conhecidos, eloquente dito,
por detrás do silêncio ecoa o alto grito,
quem tiver ouvidos pra ouvir, que ouça…
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