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Tédio

Quando a vida perde as cores

Tédio é tedioso demais pra explicar,
pois a palavra surgiu no meio de nada;
mas, um nada, indiscreto, a incomodar,
como se vida devesse satisfação a cada.;

é boa a calmaria quando nada incomoda,
digo, depende do apreço do seu paciente;
tédio é justo, quando seu nada, nos açoda,
por se revestir de tudo, mas, tudo, ausente;

acho que nessas horas a alma doente migra,
para as outras praias onde melhor se sente;
foge dessa luta como se, fosse auto inimiga,
aí resta esse culto sisudo de corpo presente;

em fins de semana é mais normal ele surgir
seu consórcio com o tempo, acho, explica;
é quando saudade convida a alma para sair,
que o tédio vem e abusa do corpo que fica;

deve ser tedioso até apreciar essa garatuja,
gostaria dela alguém, se, eu mesmo a vaio?
sei que não basta pintar de verde a coruja,
pra que o bicho se torne um belo papagaio…

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