Telefone grampeado
Mau cheiro
Ah, essa sina de sermos todos livres
mas, presos em nossas insipiências!
Risca ao seu lombo o que assim vive,
com chicotadas das consequências;
ancorados no ato de se apagar a luz,
todos libertinos logo passam a mão,
e, por baixo desse inesperado capuz,
assumem, enfim, a porcaria que são;
esse breve mimo que faz a verdade,
no escuro dissipa a nossa escuridão;
onde púnhamos o selo de qualidade,
ora vemos indigno de colocar a mão;
claro não notam o estrago que se fez,
maquiam mau cheiro com fragrância;
após esse orgasmos da sua estupidez,
dormem saciados, lassa da ignorância;
vigarice intelectual não se omite, pois,
seguem usando-a, conforme a prática;
vista a soma errada, de dois mais dois,
presto defendem a toda matemática;
Sophia vigiada telefone tem grampos,
inútil buscar castidade em plena boite;
probidade, decência, meros pirilampos,
o resto disso é vastidão escura, é noite…
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