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Vícios, na linguagem

Vícios, na linguagem

Sintomas de apostasía

“Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra integridade, sobriedade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se confunda, não tendo nenhum mal que dizer de nós.” Tt 2;7 e 8 

“Pregue o Evangelho em todo o tempo e, se necessário, use palavras”. Francisco de Assis. 

A ideia é que há no exemplo uma mensagem suficientemente eloquente; porém, poderá ser necessário falar, também. 

O Salvador, depois de chamar Seus discípulos de “Luz do Mundo” explicou: “Assim resplandeça vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras, e glorifiquem ao vosso Pai, que está nos Céus.” Mat 5;16 

Que há uma linguagem eloquente nas ações é inequívoco. 

Porém, há também uma linguagem na linguagem, que, eventualmente passa despercebida.  

Quando Paulo falou aos gregos, num ambiente eivado de falsos deuses, começou assim: “… Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos;” Atos 17;22 

Abordagem delicada, dada a seriedade que o culto idólatra representa. Nas entrelinhas, Paulo lhes manifestava respeito, embora, discordando. 

Poderia dizer muitas coisas severas sobre idolatria e suas consequências. Todavia, preferiu usar uma linguagem polida. 

Por outro lado, “teólogos” liberais, defensores da hipergraça que desprezam aos Escritos do Antigo Testamento, merecem um apreço também. 

Quando falam dos eventos antigos, narrados, aos quais querem desacreditar, usam uma forma jocosa, sarcástica, cínica, desaforada; já estão, pela linguagem adotada, deixando patente sua aversão a Deus e aos seus preceitos, malgrado, digam crer Nele. 

A falta de linguagem sã, má vontade de contextualizar e explicar coisas que foram necessárias nos “rudimentos do mundo”, desonestidade intelectual, cometendo anacronismos intencionais, indutores ao erro, fingindo uma astuta e conveniente parvoíce, são traços de abjeta maldade;  

Gente que ficaria bem, se, alinhada à dura linguagem de João Batista, contra os religiosos hipócritas de então; “Vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?” Mat 3;7 

Aliás, a ideia e um Deus que se ira e pune com rigor é um dos temas que desperta a falas controversas desses. Ed Renê Kivitz disse outro dia: “Não creio num Deus que é um fogo consumidor.”  

Embora essa verdade esteja contemplada em ambos os testamentos, é direito dele, descrer. Questionável é seu direito de se dizer teólogo, pastor.  

Num claro apelo à comoção ilustrou: “Já pensou um pai pegar seu filho e colocar dentro dum forno e dizer: Você vai assar para sempre, porque é um pecador. Desobedeceu à mamãe e comeu o Danoninho que não deveria; trocando o Danone pela maçã, é a mesma coisa”, concluiu. 

Além da linguagem desaforada, vícios de interpretação, indignos. 

Deus não condena crianças. Se, permitiu que fossem mortas em determinadas circunstâncias, isso se limitava à privação da vida terrena, não, da salvação. “Dos tais é o Reino dos Céus” ensinou O Salvador. 

Os que serão condenados não são filhos de Deus. Desde a queda a filiação espiritual foi perdida. O homem se tornou mera criatura; Deus enviou Seu Filho Unigênito para o necessário resgate; só após o novo nascimento, seremos adotados por Deus. “Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no Seu Nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;” Jo 1;12 

Em lugar nenhum está que a Árvore proibida era a macieira; o fruto, a maçã. Não sei qual ramo teológico ensina isso. 

Por fim, Deus não lança num forno, antes, permitiu que Seu Filho fosse pregado numa cruz, para que todos, os que já estavam na “sala de espera do inferno” fossem resgatados. Se, mesmo os cegos leem corretamente, em Braille, onde ele teria aprendido a “ler” o amor Divino dessa forma? 

Ele é apenas um triste exemplo; nessas mesmas pisadas caminham muitos, infelizmente. Até o, outrora grande, Caio Fábio, atualmente se fez um inimigo, para tristeza e decepção dos que o admiraram, então. 

Ouvi uma análise feita por inteligência artificial, sobre as Escrituras, que, comparou O Criador a um operador de sistemas; essa, explicava a necessidade de todas as coisas feitas, mesmo as que foram “excluídas ou deletadas”. 

Quando “homens espirituais” que deveriam herdar discernimento do alto, beber na mais límpida das fontes, conseguem a “proeza” de ser superados por máquinas, no quesito luz, infelizmente, decepcionados entendemos que o trabalho do canhoto os venceu. “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do Evangelho da glória de Cristo, o qual é a Imagem de Deus.” II Cor 4;4 

‘O Evangelho entendemos, dirão; o que recusamos são os registros desumanos e violentos dos dias antigos’. Quem não entendeu às sombras que eram toscas, tampouco, entenderá a luz, que é muito mais refinada. 

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