Questão de honra
amor ao dinheiro
“Pois quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? Quando ofereceis coxo ou doente, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? aceitará ele tua pessoa? diz o Senhor dos exércitos.” Ml 1;8
O povo oferecia a Deus, coisas que nem um governante humano aceitaria. Animais defeituosos viravam “oferta ao Senhor”.
Mas, qual o problema, se, o próprio Senhor diz que não come carne nem bebe sangue? Sim, Ele diz. “Se Eu tivesse fome, não te diria, pois, Meu é o mundo e sua plenitude. Comerei carne de touros? ou beberei sangue de bodes?” Sal 50;12 e 13
O Eterno não pede algo que, supostamente precise; antes, oferece-nos a oportunidade de lhe manifestarmos afeição.
Sua aversão ao culto relapso não é pela qualidade do alimento oferecido, estritamente; antes, pela desonra de pretender oferecer coisas vis. A bronca do Senhor é pelo vilipêndio dos ritos sagrados.
Coisas que não eram ditas, expressamente, acabavam afirmadas ritualmente; “Vós o profanais, quando dizeis: A mesa do Senhor é profana, Seu produto, isto é, Sua comida, é desprezível.” Ml 1;12
A oportunidade de ofertarmos bens ao Todo poderoso tem a ver com nossas necessidades, não com as Dele. “Meu é o mundo e sua plenitude.” Disse. Afinal, pelas mais dignas razões, Ele pretende ter a primazia: “… Amarás ao Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e todo o teu entendimento.” Mat 22;37
A possibilidade de honrarmos ao Santo dando a Ele o que de melhor possuímos, enseja em Seu coração, uma disposição favorável ao nosso respeito, quando a Ele clamarmos nalguma necessidade; “… honrarei aos que Me honram, mas os que Me desprezam serão desprezados.” I Sam 2;30
Trata-se dum relacionamento afetivo, não, comercial, como ensinam os da famigerada “Teologia da Prosperidade.”
A mesma “lógica” seguem os amantes do dinheiro em seus malabarismos “teológicos” tentando provar que o dízimo é ordenança superada. “Deus não precisa de dinheiro.” Certo. Tampouco, precisava de animais; entretanto, desprezou aos que levavam animais adoecidos e ofertavam a Ele. Essa velhacaria de pretender jogar sobre O Eterno, a culpa pelo próprio apego, apenas desnuda os velhacos ante O Santo, e todos os que têm olhos espirituais.
Quando O Salvador ensinou que não poderemos servir a dois Senhores, não colocou Deus e o Diabo em oposição; antes, O Criador e o dinheiro. O inimigo já foi vencido na cruz; o dinheiro segue solto por aí.
Paulo alistou a avareza como idolatria; e o amor ao dinheiro, como raiz de todos os males.
A oportunidade de dizimarmos é um teste ao desapego material dos que pretendem pertencer ao Senhor. Para uns, isso é fácil, indolor, gratificante; para outros, missão impossível. Ambos podem ver, assim, onde estão seus corações. “Porque onde estiver teu tesouro, aí estará também teu coração.” Mat 6;21
Que a função primeira dos dízimos é honrarmos ao Senhor, O dono de todas as coisas, isso é claro na Palavra. “Honra ao Senhor com os teus bens, com as primícias de toda a tua renda; assim se encherão de fartura os teus celeiros, trasbordarão de mosto os teus lagares.” Prov 3;9 e 10
A maldade do povo de então, oferecendo coisas ruins, tinha a cumplicidade dos sacerdotes; afinal, toda a oferenda passava pelo crivo deles, antes de ser entregue. Eram os mediadores.
Por isso, dura sentença foi proferida contra eles, e mais uma vez, pontuado que o motivo era pela desonra, não alguma necessidade Divina; “Agora, ó sacerdotes, este mandamento e para vós. Se não ouvirdes, e não propuserdes no vosso coração dar honra ao Meu Nome, diz o Senhor dos exércitos, enviarei a maldição contra vós; amaldiçoarei vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o vosso coração.” Ml 2;1 e 2
Quanto aos que malversam os bens da igreja, ganham supersalários e levam uma situação administrativa na obscuridade, sem a devida prestação de contas, é outro assunto. Também sério, que precisa ser tratado. Mas, não torna os dízimos desnecessários, tampouco, legitima ao culto relapso.
Tanto o obreiro é digno do Seu salário, quanto, a Igreja que o assalaria é digna de receber uma administração proba e transparente. A Igreja não é do pastor, missionário, bispo; é do Senhor. Ai daquele que desconsiderar isso!
Enfim, há quem é tão ruim de olhos, que vê dificuldade na oportunidade; sua má percepção estraga tudo. “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz; se, porém, teus olhos forem maus, teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!” Mat 6;22 e 23
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