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Criadouros

Criadouros

As escolhas viciosas

Não deixem os neurônios parados, 

porque, é ali que larvas procriam; 

esses nichos de peste, têm gerado, 

verdadeira epidemia sobre o gado, 

foram infestados quando dormiam; 

viremos os pratinhos dos sofismas, 

os pneus vazios das promessas vãs; 

e um pé na bunda de velhas cismas, 

caracteres pesem mais que carismas, 

à tosas corruptas, não mais nossa lã; 

ousemos pensar; já fiz e juro, não dói, 

a faina é suave, não um salto abrupto; 

distingamos qual é vilão quem é herói, 

basta da omissão que isso não “infrói”, 

senão, segue o criadouro de corruptos; 

urge, é preciso ser, para fazer diferente, 

conforme o fogo é que, água se aquece; 

um voto sem custo, apenas, consciente, 

pois, eleitor corrupto é só uma semente, 

que se reproduz, conforme sua espécie; 

rasguem bandeiras, danem-se, falácias, 

as palavras vão se deitar, fale o caráter; 

privemos vampiros de nossas hemácias, 

que sanem sua sede noutras farmácias, 

degredemos, quem não vale um estáter… 

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