As virtudes temperadas
O equilíbrio, para se equilibrar
“Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que destruirias a ti mesmo?” Ecl 7;16
Estaria o sábio aconselhando que fôssemos injustos ou tolos? Como saberíamos que determinadas coisas estariam migrando, do normal para o demasiado?
“Não sejas demasiadamente sábio”, deve ser entendido como, não ajas como se fosses, como se tivesses a solução para todas as coisas. Pois, quem se mete demais em assuntos que não lhe respeitam, acaba buscando problemas mais que, oferecendo soluções. “porque destruirias a ti mesmo?” Como saber que é esse o sentido? Ora, quanto mais sábio alguém se torna, mais de longe antevê os perigos da vida.
Quanto a não ser demasiadamente justo, a restrição se dá pelo mesmo motivo; se, eventual atitude justa, de nossa parte, pode ser usada contra nós. Nem tudo o que sabemos e é veraz precisa ser dito. Há outras variáveis a observar.
O próprio Salvador agiu assim; “Ainda tenho muito que vos dizer; mas, não podeis suportar agora.” Jo 16;12
Não que possamos ter essas demasias, literalmente; antes, que o mau uso delas, anularia sua eficácia.
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