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Os patinhos feios

Os patinhos feios

Mais adentro que o superficial, fajuto 

onde armazena as realidades voláteis; 

separando ao plantio do devido fruto, 

anela que corra água, pelo gasoduto, 

que as coisas abstratas sejam táteis; 

basta ver ondas para pensar no mar, 

desconsiderando o sopro dos ventos; 

que de hora para outra podem parar, 

trazendo a calmaria ao revolto lugar, 

igual se dá, no mar dos pensamentos; 

pega por inteiro, a alguns reles tomos, 

mas, a planta é bem mais, que ramos; 

não pouco logrados por anseios fomos, 

nas asas desses pensamos que somos, 

quando, na verdade, somente estamos; 

eterno enquanto dure, definiu o poeta, 

que aprendeu o ser, da circunstância; 

o vigor do corpo tem prazo, fim, meta, 

cessa, qual efêmera carreira do atleta, 

mesmo que na alma guarde sua ânsia 

amor compreende até imperfeitos atos, 

vai sobre fumo rejeição, sem que tisne; 

embora, desilusões quebrem os pratos, 

sabe, muito bem, a aversão dos patos, 

é pelo mal-estar ante a glória do cisne… 

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