O jovem e suas asas
Os desejos da mocidade
“Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, anime-te o coração nos dias da tua mocidade, anda pelos caminhos do teu coração, pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juízo.” Ecl 11;9
A “permissão” inicial para que o jovem faça o que der telha, escolha tudo aquilo que parecer bem aos seus olhos, é um recurso retórico. Invés dum encorajamento à temeridade, isso foi colocado como pano-de-fundo; todos os anelos malsãos que acossam na mocidade; para, depois, diante disso pendurar o soturno pingente da nossa responsabilidade ante O Eterno, pelas nossas ações.
Faze o que quiseres; não esqueças, porém, que prestarás contas pelos feitos.
Então, no próximo verso o autor aconselha: “Afasta, pois, do teu coração o desgosto, remove da tua carne o mal; porque a mocidade e a aurora da vida são vaidade.” Ecl 11;10
Não há nada proibido; tampouco, um modo de agir que não tenha consequências. “Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará vida eterna.” Gl 6;8
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