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Os filhos do deserto

Os filhos do deserto

Soldados bem treinados

“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo.” Mat 4;1 

Em qualquer um lugar, uma tentação é um laço armado pela oposição, para, se possível, levar nossas almas a perder. 

Se, há um lugar onde a tentação é potencializada, esse é o deserto. 

As privações de lá aumentam o “preço”, que eventual fiel deverá pagar, para se manter. 

Na abundância, a tentação não pode vestir-se de necessidade; tentará, porém, acabará se mostrando mero deleite. 

Na fartura de Jó, o Canhoto pediu permissão para “estragar a festa” antes de ofertar seu veneno.  

Destruiu tudo; então, colocou o “cianeto”; ora, nos lábios da esposa imprudente, ora, nos dos amigos obscurecidos. 

A têmpera da fé se mostra nesses ambientes. O fiel poderá nem entender o que está acontecendo; todavia, pelo hábito, entenderá que deve permanecer fiel, apesar do escuro. “… Aquele que anda em trevas, não tem luz, confie no Nome do Senhor, firme-se sobre seu Deus.” Is 50;10 

Diretamente proporcional, à intensidade maior dos testes, aumenta nossa intimidade com O Senhor, pela dependência, e nosso conhecimento, pela experiência. 

Os que pregam Cristo acenando com facilidades são obscenos; quem tem olhos espirituais sente vergonha alheia, de tamanha nudez. 

As facilidades tendem a gerar pessoas pueris, superficiais, que ao menor sinal de combate, fugirão. 

O deserto espiritual machuca; mas nele Deus forja Seus melhores soldados. Quem é experimentado no exercício dos valores eternos, em hipótese alguma os cambia por futilidades efêmeras. 

O Senhor, no Deserto, derrotou Satanás, plenamente; deixou evidente de que “barro” era feito.  

Circunstâncias fazem sombra, óbvio; no fim, o que tem dentro de cada um é que conta. Adão caiu na lábia maligna, num jardim; o “segundo Adão” venceu, num deserto.  

As coisas pelas quais você está passando podem ser duras, desérticas; mas, se tens fé sadia, preferirás seguir com o maná, ao banquete enganoso do tentador. 

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