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Doentia ganância

Doentia ganância

Teatro do absurdo

O tempo amontoando terra, no vale dos ossos, 

nossos, que nos deixando no vale de lágrimas; 

apegos das almas que terminam em destroços, 

o Vesúvio dos desenganos, cospe o seu magma; 

ganância amontoa ao ouro em paraísos fiscais, 

deleite de migrantes do Paraíso que foi perdido; 

serpente não mais dissimula, pois, entre iguais, 

festejam os comensais, do antigo fruto proibido; 

mentirosos amontoando argumentos a incautos, 

que cultuam fiéis ao, “me engana, que eu gosto;” 

de empresas fajutas herdam os banquetes lautos, 

quem tem culpa, poder; quem dinheiro, impostos; 

Sophia arranca seus cabelos, brada a não poucos, 

doído de se encenar nesse vasto teatro do absurdo, 

música dos deveres coloca a dançar, tantos loucos, 

iludida pelo aplauso fajuto, da claque dos surdos… 

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