Matéria-prima
O país errante
Sábado pra corpos lassos, almas acesas,
que, embora livres, na real, estão presas,
às inclinações visíveis de maus pendores,
e disfarçam os seus espinhos, com flores,
acenam amores mirando o pão na mesa;
é amor, mas ao poema e às musas, esse,
devaneando que, o milagre acontecesse;
apagando cada caráter dúbio, furta-cor,
geratriz do ódio ao falar em vão, de amor,
movido apenas por mesquinho interesse;
roubo caramelizado com açúcar das falas,
com licença de imbecis viciados nas balas;
que arfam inquietos, saudosos do vampiro,
como se fosse deles, aquele obsceno retiro,
do desnudo hábil para ocultar suas malas;
é duro sonhar com áudio na geração vídeo,
eventual sonhador teria culpa, pelo dissídio
resta desalento pro sonhador, o ser infeliz,
que acredita em construir um pujante país,
usando a matéria-prima, vinda do presídio…
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