O confeiteiro
temperando vivências
Sirva algumas porções de passado,
na salva prateada da experiência;
será algo de doce, mesmo salgado,
pois, sempre é doce o aprendizado,
a quem tem paladar para essência;
petisque quem sabe, nacos de futuro,
com garfo dos sonhos, da esperança;
esses logram impor sua luz no escuro,
furtam o tempo, espiando pelo muro,
mesmo sem música ensaiam a dança;
poeta é um Cristo de braços abertos,
uma mão toca os idos, outra, o devir;
aquela traz marcas de seus desertos,
essa, meros anelos, tem como, certos,
vence o ignoto com o seu suave elixir;
esse confeiteiro que orbita, atemporal,
sofre o tempo, mas, age como se fosse;
consegue tirar, certo bem, até do mal,
serve alhures, ante, conviva eventual,
que tiver paladar pra o sabor agridoce…
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