Maquinista
No trilho da vida
Esse medo bom, de repetir maus passos,
o zelo do amor próprio vigiando a porta;
dores residuais dos pretéritos fracassos,
a ilusão nova, droga, e o desejo, suporta;
vem a razão e pede vistas, pois, que tem,
o bom siso consigo, esmerado assistente;
põe ação e prudência como trilho e trem,
junção que desfaz, só se houver acidente;
o maquinista da alma dormitando avesso,
vai alheio a túneis, e os vergéis arredores;
no anseio infantil de pagar o menor preço,
se torna o auto fiador, das dores maiores;
há beleza e grandeza nos módicos sentires,
mas, os alvos utópicos desviam o arqueiro;
cuja seta busca um pote no fim do arco íris,
abdicando, de contemplar, ao arco inteiro;
a sombra corre na mesmíssima velocidade,
que desempenham os seus perseguidores;
erram visando o número inteiro, felicidade,
desprezam frações nos animais e nas flores;
o tempo gasta os trilhos, termina a viagem,
mas, corpo e alma reagem diversos à idade;
se inquiramos à alma, nuances da paisagem,
ela irá nos recordará apenas, da velocidade…
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