Poema perdido
Na aridez da alma
Assim se viesse inesperada, bailando
qual pluma na brisa, a derivar macia;
tinta do poema que, a alma, pintando
esquecesse do como, onde, e quando,
e apenas deixasse flutuar uma poesia;
frágil contraste de flor entre as pedras
cujo encanto, prende pra si, as retinas;
ou o arco íris anotando as sete quedas
com cores, designando uma para cada
cujas nuances pudessem largar, rimas
subiria descalço sobre o tapete mágico
pés saberiam o dever, nos ares, santos;
homem pragmático sofreria, autofágico
e certo peso perdido seria ganho, lógico
controversos esses verbetes, esperantos
mas só vem a sisuda neblina de falácias
que sonegam o sol, ampliando vampiros;
que nessa noite forçada exibem audácias
ajuntam sangue em corruptas farmácias
e alvejam à verdade no seu stand de tiros
placas não lidas os cérebros hemiplégicos
cujo meio “funcional” é tik tok, e youtube;
se mostram viçosos, pelo feno, psicológico
pior que, diabões, nos pontos estratégicos,
os agudos zurros de diabinhos do fã-clube…
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