Oásis
Por contraste
Ah, esses lupinos olhos que, ora, vislumbro,
não posam bem, nem contornados de rímel;
pedindo penico quando ofertam seu ombro,
desanimado quedo, qual Elias, sob o zimbro
assistindo engodo a se fardar de verossímil;
que feroz é essa mansa passividade de gado,
servindo aos “Fazendeiros” não importa o P,
virtude claudicando por ver o filho desviado,
pirataria, crassa, sustenta, crime organizado,
e pagar certinho os impostos, fomenta o quê?
“A gente somos inútil”, como é veraz o termo
basta avaliar o quê, mandamos para Brasília;
estocamos tanta lenha pra o fogo do inferno,
ou, acreditamos ajudar a formar um governo,
omissos culpados, na formação da quadrilha;
nos ocorre, “De tanto triunfarem, nulidades”
insuperável desabafo antigo, do grande Ruy;
arde o triunfo do viço de nossas boçalidades,
que compram lorotas, ao preço de verdades,
nunca vão se mirar no espelho, porém, eu fui;
recuso, defesa teimosa dos manchados panos,
se meus estandartes seriam mais que os teus;
quiçá considerar o que, sequer consideramos,
que esse deserto árido dos governos humanos,
permite apreciarmos melhor, ao oásis de Deus…
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