Vampiros
Ladrões de esperança
Pesa a marcha lenta, no passo do gado,
mais; por ver os répteis todos com asas
tardos ao dever, ao butim chegam cedo
ventos fraudulentos lhes avivam brasas;
e alguns degredados desse país perdido
ainda anseiam por rumar, às suas casas;
entre o que furtado, que não seja de todo
pois, inumam véritas em covas tão rasas
basta u’a centelha para que incinere tudo
nascer o sol, a festa dos vampiros, arrasa;
furtam o hemocentro, nunca estão fartos,
novos larápios são buscados por destreza
todos os lícitos errados, e cagados certos
arautos de aluguel vendem essa safadeza
caráter flácido jurando que continua hirto
tirar leite de pedra, essa inglória empresa;
há quem ganhe a vida, maquilando morto,
porém, vida é bem mais que cama e mesa
quando, até a esperança é levada no furto
a força de viver sente vertigens, e fraqueza;
duro engolir o choro anelando dizer na lata
por enquanto, verdade meio camuflada sai
pois ainda pesa como torta a fala mais reta,
as melancias não se ajeitam e a carroça vai
pode que, o todo-frauduloso, do nada, irrita
e irritado, vetará ao mineiro, de falar seu uai;
mas, algo me diz que o trem volverá pra rota,
o juízo já está ligado e aguarda, em stand by
assim que identificados certos filhos da puta
qualquer exame ordinário, revelará o seu pai…
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