A empatia
A dor alheia
“O que canta canções para o coração aflito é como aquele que despe a roupa num dia de frio, ou como o vinagre sobre salitre.” Prov 25:20
Pretender resolver com palavras dores que não estão ao alcance dessas é estúpido. Quando uma aflição é muito profunda, as palavras ficam mui aquém; o silêncio solidário é uma opção melhor.
Comum num velório, ouvirmos “consolações” assim. Às vezes, mero abraço, aperto de mãos traz a “eloquência” possível, alentando à alma angustiada.
Paulo esteve três dias cego. O que adiantaria alguém chegar com promessas vazias, “você vai ficar bom”, “isso vai passar” ou tolices assim?
Conhecedor das Escrituras, como era, precisava reaprender o que pensava saber; onde Cristo se encaixava nelas; então, naqueles três dias em que as janelas externas se fecharam, internamente, a Luz Divina o iluminou.
Quando Ananias lhe foi enviado, para que fosse curado, já poderia ver, sem mais perseguir aos servos do Senhor; se tronara um.
A empatia preceituada, diz: “Chorai com os que choram, alegrai-vos com os que se alegram.”
Devemos partilhar dos sentimentos dos semelhantes, não, sarar o que não está ao nosso alcance.
Seja ditoso ou triste, o momento, só quem vive sabe o quanto; “O coração conhece a própria amargura, o estranho não participará no íntimo da sua alegria.” Prov 14:10
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