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Flores de plástico

Flores de plástico

O sal necessário

No ferro velho dos casulos estrelas e cruzes,
alguns marcos pichados entre ovo, e as asas;
os ditos saudosos laçando as pretensas luzes,
de como foi o calor, enquanto ardiam brasas;

e nas flores de plástico jaziam afetos, tardios,
dos que buscam receber, quando fingem dar;
afinal, se Chronos fez ,todos os calores frios,
inquietudes saudosas que recusam aquietar;

a juventude que engendrou as fúteis labutas,
acomoda agora, está domesticado seu bicho;
pois, maturidade capaz de selecionar as lutas,
deixando as águas polutas descerem pro lixo;

o tempo, esse vetusto jovem, que lhe acusam,
de ter obrado isso, nada ele fez, só viu passar;
os futuros acusadores que, tão mal lhe usam,
agem como se, tal rio, jamais se tornasse mar;

quando a vida serve as pitadas de sal pra nós,
nos treinam pra vencermos o Mortal Kombat;
pra que quando nossas águas chegarem à foz,
nos adaptemos tranquilos, ao salgado habitat…

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