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Voo da alma

Voo da alma

Bandeira branca

A cada passo uns pesos fazem o rastro mais fundo,
lesando o corpo, preso por tantas e inúteis cargas;
é insano trazer à tiracolo todas as dores do mundo,
porque elas são muitas, vastas, profundas, e largas;

a alma reivindica a soltura plena, pelo uso das asas,
bota a sua boca no mundo, solidário, também boto,
pois, a mísera Via Láctea abarcam, as nossas casas,
enquanto o Universo todo permanece-nos, ignoto;

as grades do corpo nem enferrujaram, de um todo,
e, quiçá um visita furtiva contrabandeie uma serra;
ganhando os ares ela possa conferir se, esse açodo,
voo justificará; quiçá, envergonhada, verá que erra;

aí retorne furtiva dizendo que era feliz e nem sabia,
os céus imaginários eram só inadimplência da terra;
tinha o necessário, mas, o que dominava não queria,
daí, a bandeira branca acenará no cenário de guerra;

os três modos de aprender, Confúcio ensinou, grácil;
por reflexão, o mais nobre de todos, o mais honroso;
seguindo ao que sabe, a imitação, enfim, o mais fácil;
experiência, a escolha da alma, pesa, o mais doloroso;

reflexão requer uma nobreza que o plebeu, não frui,
imitação é arriscada, podemos escolher errado herói;
experiência fica mais convincente pois, só ela possui,
profundo argumento, alma aprendeu, e aprender dói…

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