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O ano que veio

O ano que veio

Mar de lama

Aquele que me olha, lá de dentro espelho,
questionando agora que aberto o baralho;
se pareceu mesmo lebre, o que era coelho,
novo só para quem ignora, qual, evangelho,
quiçá, fosse a ilusão, fazendo seu trabalho,
ou, um ano novo foi feito clonado do velho?

o fato é que está o mesmo peso no cangote,
e, nulidades seguem fazendo o seu esquete;
em airosa pose de galo, favorecido frangote,
pois, o elo dos conchavos fomenta o engate;
rotina nos aprisiona sempre, essa piriguete,
té que diligência crie algo e pague o resgate.;

pesam as injustiças e não há quem não gema,
e tantas há, de cima pra baixo; de baixo acima;
na pira, a mesmice esperança morta se crema
os homens lobo encenam, juram comer grama,
ou despertamos para o novo, se ele nos anima,
ou, surfamos com todos no velho mar de lama;

sempre é sábio consultarmos sabedoria do Pai,
afinal, quão insignificante, nada, é tudo que sei;
sem Ele, contudo, nenhum fio de cabelo nos cai,
que Nele confia não inverte o carro e nem o boi;
ou decidimos de vez pela Santa e escolhida grei,
ou, o ano que vem será perdido, como o que foi…

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