A lupa do tempo
Os efêmeros
A lupa do tempo abre a coisas enormes,
u’as grandezas que em Chronos palpita;
certa beleza foge pra encontrar vermes,
apenas, a falsa, que se presumia bonita;
a lupa do tempo gasta tantas máscaras,
mostra a insanidade de laborar à esmo;
carcome os discurso de tantos crápulas,
que cambiam a tudo, menos a si mesmo;
a lupa do tempo destrói falsos profetas,
apodrece o que eles lançaram pro povo;
tais tortos errando, pelas veredas retas,
o vero ser, enfim, rompe a casca do ovo;
tempo, sempre soft se mostrando forte;
fica estático enquanto o efêmero desce;
quem passou sem resgate para a morte,
voltaria a mudar tudo, se acaso pudesse…
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