Monólogo
Fuga da mediocridade
Não é por cisma fugir do lugar comum,
esse oásis vistoso, para mediocridade;
contradição faz o seu apelo, incomum
mais que pela adesão, por identidade;
malgrado ainda haja muito, de ignoto,
o que nos conhecido, dá prato quente;
aquilo que melhor figuraria no esgoto,
não usemos apelos que seja diferente;
vender a monotonia como se, eclética,
só um beócio assinaria a esse prólogo;
democracia, José, uma coisa dialética,
o que vige há muito, é tosco monólogo;
palavras empalhadas, apenas o couro,
decoram os palácios da subserviência;
e a verdade, mais preciosa que o ouro,
só nos é perceptível pela sua ausência…
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