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Mediocridade

Mediocridade

Cotidiana

Mediocridade não vê além das vitrines
qualquer arranjo já logra aos incautos;
se encantam, à vastidão das limusines
coisas fúteis, se destacando no Guines
prezam números, frivolidade de lautos;

por ser ineptos pra ver além da bruma
se sentem seguros analisando, aquém;
certos das vistas, sem dúvida, alguma
não vão além do tato, cegos, em suma,
cujo o Braille que apalpam nada veem;

os que conseguem ir além dos casulos
veem asas onde o vulgo, só vê a trama;
não podem garimpar, neurônios nulos
os crânios, apenas para suportar pelos
e moucos, sempre que, Sophia chama;

vida, entre poucas luzes, muita fumaça
onde meteco se sente mais que cidadão;
passam inúteis a dizer que a vida passa,
quem tem u’a nesga de luz, santa graça
entende bem, suas certezas, só que não…

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