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Vale da decisão

Vale da decisão

sem capas

A vida claudica, no vale da decisão,
numa trama, de ora sair, outra ficar;
qual a planta que, radicada ao chão,
resiste todos os ventos até furacão,
sendo, apenas seu chão, o seu lugar;

e certas, asas que saíram do casulo,
olhando para vastidão veem um fim;
Fado se opõe, e deixa devaneio fulo,
pois, imensa implicação, desse pulo,
se ocupa fazendo as ameaças enfim;

homem não forjado para ser sozinho,
e sendo dois juntos melhor aquecem;
aí, tontura quente, desse novo vinho,
desafia a deixar o conforto do ninho,
e arrostar os desafios que aparecem;

o paladar adquirido pra amarga luta,
corcel indômito galopando à guerra;
faz a inércia ser a mais pesada labuta,
pois, fraca omissão, quando um chuta
faz perder sem ter lutado, ao que erra;

assim, finda u’a dubiedade inebriante,
ensinando que, de desistir, se desista;
há muitas as capas pra sina arrogante,
por exemplo: A “humildade” figurante,
do que Deus escolheu pra protagonista…

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