Sobre a ira
Permissão
“Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo…” Mat 5:22
Administrar sentimentos é uma coisa complexa. No verso em apreço, a ira. Diferente do que ensina o catolicismo, que seria um “pecado capital”, é uma reação normal a certas circunstâncias, esperável, até, pelo que certas provocações despertam.
Se ira fosse pecado, teríamos que concluir, forçosamente, que Deus peca; “Deus julga o justo, e se ira com o ímpio todos os dias.” Sal 7:11
O Próprio Salvador se irou com os mercadores no templo.
Voltando ao texto, temos um pormenor que cabe considerar: “… qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão…”
Quando houver motivo, será uma consequência aceitável. A Palavra diz: “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre vossa ira.” Ef 4:26
Não é mandamento; antes, uma permissão. A ira se mostra inevitável em certas situações, o pecado pode ser evitado, se nos acautelarmos de agir sob seu calor.
O Divino Juízo será a manifestação cabal do Ira de Deus contra o pecado. Quem o escolhe como modo de vida, se coloca em rota de colisão. “Segundo tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus.” Rom 2:5
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