O medo
Fantasma
Descaminhos filhos dos medos,
fomentam pegadas duma fuga;
cada um sonho, que alma aluga,
inadimplente sofre seu despejo;
porque o temor aborta o desejo,
na face aparece, mais uma ruga,
pois, esse Drácula sanguessuga,
toma as chaves com seus dedos;
na verdade, se nosso o dizemos,
apenas um hábito da linguagem;
nossa, pensamos ser, a coragem,
que é o outro lado dessa moeda;
alguma força, contudo, a arreda,
ou, o medo consegue passagem,
pintando como veraz, a miragem,
forjando o perigo que não temos;
o arquiteto de nossos problemas,
dum ponto fraco labuta à procura,
encena senda luminosa por escura,
pervertendo o senso frágil do tato,
pra que quando apalparmos o fato,
ele impregne, sua timorata leitura,
eis o que mais repete na Escritura!
um Divino e alentador: Não temas!
Compartilhe este conteúdo:
Publicar comentário