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Decretos

Eternos

O poema tem um cheiro de carro novo
mesmo que esteja na enésima revisão;
a magia que mantém contínuo renovo
é a identidade do que encuba seu ovo
fruindo calor, desse não dormido pão;

cada alma que vem e coloca o sufrágio
nota que já foi vista muito antes de ser;
como se, de antanho, seu atual estágio
o Eterno cruza ao efêmero sem pedágio
exerce fora do tempo a faculdade de ver;

logo, Chronos é rei e nós, meros plebeus
quem o criou, esse sim pode muito mais;
e lega imutáveis, todos os decretos Seus
os doidos que falam em atualizar a Deus
tentam maquiar a sua condição de rivais…

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