Aferidores
Incertos
“Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito.” Prov 16:2
O Senhor busca uma “segunda opinião” depois da aprovação dos nossos olhos; necessário, que esses não sejam aferidores confiáveis.
Tanto que, até em ambientes ordinários, se diz: “As aparências enganam.”
Acontece que, por refém das paixões, o olhar humano pode sofrer o concurso das emoções, e da vontade, poluindo o seu apreço.
Se a emoção votar que algo é aprazível, e a vontade o vir como desejável, mesmo que o olhar veja a ação como má, derrotado por dois votos a um, “legitimará” o pleito do interesse.
Essa prisão do homem natural enseja a perversão de valores e a falta de noção, como foi dito: “Há uma geração que é pura aos próprios olhos, mas nunca foi lavada da sua imundícia.” Prov 30:12
Deus não é refém disso. A reta justiça, a verdade, são seus aferidores. Por isso, o homem prudente será devedor à Palavra, não, às inclinações naturais. “Confia no Senhor de todo o teu coração, não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, Ele endireitará tuas veredas.” Prov 3:5 e 6
Quem possui uma trena a laser, não precisa medir a palmos. Ouçamos o Espírito, não às traiçoeiras emoções.
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